I. Cor. 15:1-4 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também
permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho
anunciado, se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o
que também recebi: que Cristo morreu por
nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as
Escrituras,
Evangelho é uma palavra
aportuguesada do grego e que dizer, no seu sentido mais aproximado na nossa
língua: Boa Mensagem.
Poder-se-ia, então, dizer: O evangelho, a boa mensagem, é: Cristo morreu por nossos pecados, foi
sepultado e ressuscitou.
O tema central da Bíblia gira em torno da criação do universo para a glória
de Deus, o rompimento da comunicação com a Sua criatura, o homem, pela queda no
pecado e a obra para possibilitar o restabelecimento desta comunhão, a respeito
da qual é a Boa Mensagem: Cristo morreu
por nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou.
No começo da Bíblia lemos como se originou esta necessidade de Cristo ter
que morrer pelos nossos pecados.
Lemos, mais adiante, como
Deus preparou o berçário de Cristo e consolidou o conhecimento dEle através da
nação de Israel.
Finalmente Deus mandou o seu próprio filho para realizar a obra que permite o
nosso resgate, o restabelecimento da comunhão com Deus: O pagamento do salário
do pecado. Este é o conteúdo da Boa Mensagem. A morte dEle só tinha este poder
pelo motivo de Ele não ter parte do pecado, não ter estado debaixo da mesma
condenação, motivo pelo qual podia substituir a nossa pena.
Como prova da validade/eficiência e suficiência do pagamento ele ressuscitou
dos mortos.
Como
se pode/deve habilitar para obter a remissão/perdão/liquidação do salário dos
pecados, a substituição da sua pena de morte?
Jo. 1: 12 Mas, a
todos quantos o receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus,
a saber, aos que crêem no seu nome;
16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para
que todo o que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna.
O que quer dizer “o (Jesus) receberam”, “crêem no seu
nome”, “nele crê?” Porque disto depende a nossa salvação, a
absolvição do pagamento do salário do pecado, reestabelecimento da comunhão com
Deus e obtenção da vida eterna.
A explicação fica mais fácil através de um outro ensinamento de Jesus: Mateus
10:41 Quem recebe um profeta na
qualidade de profeta receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo,
receberá galardão de justo.
O recebimento de profetas e justos, que rende
galardão, deve ser qualitativo.
Receber um profeta por quaisquer outros motivos, ex: humanitário, simpatia,
etc., não rende galardão de profeta.
Porque não?
Nós
precisamos receber os profetas e os justos na qualidade de profetas e de
justos.
O que quer dizer: “na qualidade de”.
Quer dizer identificação e concordância com seus atos, obras e mensagem; com o
conteúdo de sua missão.
Da mesma forma devemos receber a Jesus qualitativamente para recebermos o dão
da vida eterna.
1- Jesus veio para salvar, logo, devemos reconhecer e concordar que estávamos perdidos. Irremediavelmente perdidos.
2- Jesus morreu pelos nossos pecados, então, devemos reconhecer que a morte era o preço, o salário, dos nossos pecados.
3- Se ele teve que morrer por nós revela que nós não podíamos oferecer a nossa própria vida em resgate.
4- Jesus pôde se oferecer em regate a nós porque é o filho de Deus e não tem parte da condenação.
5- Nós reconhecemos na Sua morte a punição justa pelos nossos pecados.
Quem O
recebe desta forma recebe o dom de Deus que é a vida eterna. O dão tem que ser
gratuito porque ele não pôde ser adquirido/comprado.
Fala-se muito de que há fé da cabeça e fé do coração, a qual não salva e a qual
leva à salvação, respectivamente.
No que diferem?
Fé da cabeça é o conhecimento técnico/teórico
a respeito do filho de Deus e da salvação, uma
mera constatação.
Exemplificando pelos cinco pontos acima:
1- Jesus veio para salvar o mundo.
2- Jesus morreu pelos pecados do mundo.
3- O homem não pode oferecer a sua própria vida em resgate.
4- Jesus se ofereceu em regate porque é o filho de Deus.
5- A sua morte foi em punição pelos pecados da humanidade.
A fé de coração, por
seu lado, é a fé que relaciona/aplica a fé da cabeça a si mesmo. Personaliza o
conhecimento sobre a fé.
É impossível se chegar à fé do coração sem o mínimo de entendimento teórico
sobre a salvação, fé de cabeça, porém é impossível se salvar/obter a vida
eterna sem se relacionar pessoalmente com a fé de cabeça.
O
relacionamento pessoal com a obra de Cristo nos salva. O reconhecimento de que
o pecado da humanidade, inclusive os meus próprios pecados, foi tratado na cruz
do Calvário é o que me proporciona a
salvação e me dá a vida eterna.
Então, já que foi o meu substituto que morreu na cruz, pagou a minha pena de
morte, passo a viver a Sua identidade e as minhas aspirações pessoas estão no
túmulo.
Quando se tem plena consciência do que se passou no
Calvário, a inveja, auto-estima,
sede por aparecer, etc, são coisas das quais me desfaço, são coisas do passado,
impedimentos da vida com Deus, abjetas e execráveis, enfim, pecado.
Obs. Todas as ênfases foram adicionadas.
Waldemar Janzen, 05.07.2004.
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